Embora muitas vezes negligenciada, todos sabemos que a lubrificação de equipamento e de maquinaria industrial com a massa lubrificante adequada faz com que tudo funcione sem problemas, de forma mais eficaz e minimiza problemas associados a temperatura elevada, fricção, desgaste, ferrugem, corrosão e pressões extremas. Apesar do facto de pelo menos 70 por cento das massas lubrificantes serem à base de lítio, as massas lubrificantes de sulfonato de cálcio oferecem um desempenho multiusos superior. Mas com uma infinidade de produtos no mercado, como pode saber qual escolher?

Aqui, a plataforma lubricants and fuel additives da NCH, dá três sugestões importantes para escolher a sua massa lubrificante.

1. Certifique-se de que a sua massa lubrificante permanece no lugar sob cargas pesadas

Hoje em dia exigimos muito das massas lubrificantes multiusos. A massa lubrificante deve atuar em ambientes ultralimpos e secos devido a ar condicionado e maquinaria geral em fábricas industriais e também em aplicações intensas ao ar livre onde bandas transportadoras, roldanas e noras exercem cargas pesadas na maquinaria.

Sob estas tensões, as massas lubrificantes inferiores irão rapidamente perder a integridade estrutural e serão forçadas a sair do equipamento sob a carga pesada. Quer seja um rolamento numa bomba industrial ou um pino numa escavadora industrial, as cargas pesadas podem fazer com a massa lubrificante vaze e saia do lugar sob a força da gravidade e alta pressão.

Para ultrapassar este problema, a NCH desenvolveu o K NATE, uma massa lubrificante de sulfonato de cálcio com propriedades únicas. Usando uma mistura de agentes adesivos, K NATE contém polímeros adesivos que lhe permitem aderir ao metal circundante, bem como polímeros coesivos que lhe permitem manter a sua própria coesão. Esta fórmula significa que a massa lubrificante é capaz de minimizar os efeitos do desgaste excessivo e o choque das cargas pesadas, suportando uma carga de solda superior a 800kg numa máquina de quatro esferas.

2. Certifique-se de que a sua massa lubrificante suporta fricção e calor extremo

A maior parte de nós sabe que mais de 70 por cento do desgaste da máquina ocorre no arranque a frio. Antes do seu lubrificante ter hipótese de circular e revestir as superfícies internas, o contacto entre metais causa fricção e temperaturas que podem muito rapidamente atingir mais de 1.000 graus, soldando componentes principais.

Temperaturas de contacto extremas, combinadas com calor ambiente e funcionamento em aplicações tais como siderurgias, onde existe equipamento como altos-fornos, fornos de arco elétrico, máquinas de fundição, guindastes, carros de transferência e motores de fábricas, podem causar uma avaria catastrófica. No fim de contas, esta situação conduz ao prolongamento do tempo de inatividade, massa lubrificante carbonizada e rolamentos desprotegidos.

Ao escolher uma massa lubrificante que tenha o desempenho que pretende em condições de calor e de fricção, procure uma massa lubrificante que tenha uma temperatura de funcionamento e um ponto de gota elevados, juntamente com outros agentes de pressão extrema. Por exemplo, K NATE proporciona uma lubrificação eficaz entre -30 e 200 graus centígrados contínuos e até um máximo de 230 graus centígrados intermitentes. Para além disso, K NATE tem um ponto de gota – o ponto em que a massa lubrificante passa de semissólida a líquida – de 288 graus centígrados. Este ponto de gota elevado reduz o consumo de massa lubrificante, fornecendo uma lubrificação mais duradoura.

As cargas pesadas, combinadas com fricção e temperaturas elevadas causam pressões extremas (EP). É por essa razão que desenvolvemos as nossas massas lubrificantes com agentes EP que reagem ao calor, aliviando a pressão introduzindo uma fina película lubrificante. Esta película preenche as lacunas entre as asperezas (as projeções ásperas presentes em superfícies metálicas a uma escala atómica) mesmo em superfícies polidas e espelhadas. Esta película lubrificante permite que as superfícies deslizem umas nas outras, reduzindo o desgaste e prolongando a duração do componente.

3. Certifique-se de que a sua massa lubrificante é capaz de lidar com a contaminação

A água, a poeira e a corrosão são os três maiores assassinos do equipamento industrial e não importa o quanto tenta minimizar a sua entrada. Com o tempo, a sua massa lubrificante vai enfrentar estes problemas.

Se já alguma vez reparou, deu assistência ou substituiu um motor, está familiarizado com o dano que pode ser causado pela poeira e partículas suspensas no ar. Especialmente suscetíveis são aplicações em fábricas de processamento de papel, cartão e embalagens onde com o tempo, apesar da melhor ventilação e proteção de entrada, a poeira pode infiltrar-se no compartimento do motor, obstruindo os filtros de ar e sobreaquecendo bobinagens.

Da mesma forma, a sujidade e outra matéria orgânica pode misturar-se com a massa lubrificante para se tornar um abrasivo suficientemente poderoso para marcar os rolamentos, causar corrosão nos dentes da engrenagem e levar ao crescimento microbiano a longo prazo.

Combinado com a exposição em ambientes ao livre, ou vapor e condensação no interior de uma fábrica, a água enxagua a massa lubrificante como se o mundo fosse acabar, deixando as superfícies desprotegidas. Esta é outra razão pela qual as fábricas de produção contínua nunca podem parar completamente, devendo antes ter assistência num processo faseado. Se a fábrica parar completamente, a lubrificação dissipa-se, a corrosão instala-se e o equipamento gripa quando o sistema for reiniciado.

Para evitar estes problemas, K NATE foi especificamente formulado com excelente resistência à água que limita o enxaguamento a apenas 0,5 por cento, enquanto a massa lubrificante comum regista mais de cinco por cento, juntamente com inibidores de corrosão que formam uma barreira protetora contra contaminantes externos e internos.

Mesmo que não negligencie a manutenção regular e reparação do seu equipamento e maquinaria industrial, usar uma massa lubrificante de elevada qualidade fará toda a diferença. Desde resistência a cargas e a temperaturas mais elevadas a uma capacidade mais sofisticada para combater a contaminação, uma boa massa lubrificante faz toda a diferença. Lembre-se, escolha uma massa lubrificante que suporte a pressão, suporte o calor e suporte a contaminação.