Ficar dentro do limite

As mais recentes regulamentações de emissões da UE afetam a indústria automóvel

A União Europeia apresentou recentemente as regulamentações Euro 6 para motores a gasóleo. Embora estas regulamentações possam parecer uma longa listagem numa lista de diretivas, elas são relevantes para toda a indústria automóvel. Aqui, a Plataforma de Lubricants and Fuel Additives da NCH, observa como a evolução dos filtros de partículas diesel (DPFs) é cada vez mais importante na redução dos níveis de emissões nocivas.

Desde o Euro 1 em 1993, a UE tem regulamentado o que sai do tubo de escape de um motor a gasóleo. Monitoriza especialmente os níveis de óxido de azoto (NOx) e matéria particulada (MP), comummente conhecidos como fuligem.

Como resultado, os fabricantes de motores têm investido muito tempo e dinheiro para tentar trabalhar no âmbito destes regulamentos. Os DPFs foram desenvolvidos para trabalhar com a redução catalítica seletiva (SCR) ou os dispositivos de recirculação dos gases de escape (EGR), pois estes removem matéria particulada (MP) dos gases de escape de um motor a gasóleo. A partir do Euro 5 em 2009, estes tornaram-se um requisito legal para todos os veículos novos a gasóleo.

A MP é um objetivo específico para a UE, pois é extremamente prejudicial ao meio ambiente e à população, particularmente em zonas urbanizadas. A MP penetra em áreas sensíveis do sistema respiratório e pode causar cancro ou doenças respiratórias. Do ponto de vista ambiental, a MP é uma das principais causas do aquecimento global. O carbono preto, um dos componentes de absorção de luz mais fortes da MP, tem um potencial de Aquecimento Global de 20 anos. Isto é 4.000 vezes superior ao dióxido de carbono. Consequentemente é fácil compreender por que a UE está empenhada em reduzir os níveis de MP no ar.

Os novos regulamentos têm como meta a MP ultrafina de 0,1 microns, que é 50 vezes inferior a um cabelo humano. Isso é uma redução de 66 por cento face aos níveis permitidos no Euro 5. Devido a estes novos regulamentos, é esperado um crescimento na procura de serviços de DPF. Ao abrigo dos regulamentos Euro 6, todos os sistemas de gestão de emissões têm que ser duráveis para 700.000 km ou 7 anos para os veículos de maiores dimensões.

Embora os DPFs possam ser extremamente eficazes e possam remover até 95 por cento das emissões nocivas da MP, eles podem ser bastante temperamentais e só funcionar em determinadas condições. Os DPFs podem funcionar de dois modos. Sob regeneração passiva, retêm as partículas de fuligem e queimam-nas durante o processo de regeneração, com temperaturas que ultrapassam os 550 graus Celsius. No entanto, isto só é possível quando o veículo atinge a temperatura ideal, normalmente em trajetos mais longos e a velocidades mais altas.

A regeneração ativa ocorre quando os níveis de fuligem no filtro atingem um limite definido de 45 por cento. O computador que gere o motor do veículo vai iniciar uma injeção de combustível pós-combustão para aumentar a temperatura dos gases de escape e para acionar a regeneração. No entanto, o ciclo só pode terminar quando o veículo for conduzido durante mais de dez minutos a uma velocidade superior a 60 km por hora.

Se o veículo só for conduzido em trajetos curtos ou no pára-arranca, o ciclo não será concluído. O combustível adicional, que foi injetado nos cilindros para o processo não queima, deteriora a qualidade do óleo e faz subir o nível do óleo. Se isto continuar e atingir níveis de 75 por cento de fuligem no filtro, aparecem luzes de advertência no painel e terá lugar a regeneração forçada, reduzindo significativamente o desempenho do motor. Assim que os níveis atingem 85% é tarde demais. Todo o sistema DPF teria de ser limpo ou substituído a um custo considerável.

Está a tornar-se claro que devido à dramática redução das emissões de MP permitidas, apenas um sistema DPF tradicional já não é suficiente. Para além do facto de muitos sistemas DPF falharem devido a condições inadequadas e de ser necessária uma temperatura mais baixa para manter níveis adequados de MP. É aqui que os aditivos podem ajudar.

Os aditivos para combustível podem baixar a temperatura à qual a fuligem é queimada no DPF, de cerca de 550 para 400 graus Celsius. Isto significa que a MP pode ser queimada mesmo com trânsito lento, cumprindo os regulamentos e reduzindo o risco de avaria do sistema DPF.

Os aditivos para combustível que reduzem a regeneração ativa também têm um impacto benéfico sobre o desempenho do motor dado que a sujidade demora mais tempo a acumular. Normalmente, os motoristas e os gerentes de frotas constatarão um prolongamento da vida útil do serviço, menor consumo de combustível, melhorias de torque e potência do veículo, menos riscos de mistura de combustível com óleo e redução da pressão total do sistema.

Embora os regulamentos rigorosos do Euro 6 possam parecer um pesadelo para a indústria automóvel, a pesquisa e o desenvolvimento são a solução. A solução DPF Protect da NCH é um exemplo disso. O produto trabalha para baixar a temperatura necessária para a regeneração, o que significa que os veículos podem cumprir os regulamentos, mas também reduz a taxa de avaria do sistema DPF, especialmente quando os veículos são conduzidos nas áreas urbanas.

Não há dúvida de que os regulamentos são necessários e vieram para ficar. Em vez de descansar sobre os louros, a indústria deve responder, inovando e desenvolvendo novas tecnologias para satisfazer as novas exigências e deve olhar para o progresso futuro.